Minha primeira Bienal do Livro

28 ago

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Eu nunca tinha pensando em realmente relatar minha experiência na Bienal do Livro, pois, no fundo, ela ficou bem aquém do que poderia ter sido. No entanto, três coisas me fizeram repensar esse post: 1) uma amiga pediu que fizesse um “diário” para não esquecer dos detalhes quando fosse contar à ela, então aqui está; 2) a ida desmistificou muito do que eu esperava da Bienal e me fez ficar atenta a tantos outros detalhes que poderiam ser diferentes na experiência e acho que esses fatores contam para uma notícia informativa; 3) muitas pessoas tem receio de ir em grandes feiras e eventos de grande porte ou em outra cidade, então basear-se em relatos de outras experiências as ajudam a não desistir de se aventurar por aí, né?

Bem, minha visita não foi exatamente programada. Apesar de ter um post-it na minha agenda com a data da Bienal e de eu já ter olhado várias vezes o site do evento, não me atentei com tanto rigor ao fato. Como ultimamente estou com mais frequência para São Paulo, me programei para passar uns dias dessa semana. No dia anterior da partida, entrei em uma livraria onde tinha uma placa indicando os “Livros selecionados dos autores que estarão na Bienal“, só então associei que era a semana da Bienal e que, coincidentemente, eu estaria em SP.

Decidi que ia passar um dia por lá. Porém, deixei ao acaso e quando vi já era meu último dia na cidade e precisava ir de qualquer jeito, nem que fosse para dar uma passada rápida – e foi o que fizemos. Entrei no site pela manhã para ver como chegar por transporte público e vi que eles disponibilizavam transporte gratuito do Metrô Tietê até a Entrada do Anhembi, o que já facilitava tudo! Fomos então almoçar na Liberdade e depois seguimos até o Tietê. Chegando na estação, tinham várias placas e setas que indicavam o caminho até o ponto onde pegávamos o ônibus para Bienal, então foi bem tranquilo. A fila andou bem rápido (chegava um ônibus atrás do outro) e na ida não demoramos mais do que 10 minutos esperando na fila.

Chegamos no Anhembi e seguimos para a bilheteria. Atenção, quando forem, certifiquem-se de ler atentamente todas as formas de descontos nos ingressos, pois pagamos R$ 12,00 a entrada inteira, mas poderíamos ter pago meia entrada se tivéssemos levado nossa carteirinha do SESC, se tivéssemos carteirinha de estudante ou até mesmo se possuíssemos celulares da Samsung. Ficamos meio bravos de não ter lido tudo com atenção, mas decidi apagar essas frustrações da cabeça, afinal, estávamos na Bienal! Seguimos rumo à entrada, mesmo ali fora haviam diversos monitores e funcionários indicando o caminho para as entradas devidas (para quem tinha ingressos em uma, credenciais em outra, estudantes em outra…) e achamos nossa entrada fácil.

Quando entrei, fiquei perdida. É bom pegar um daqueles mapas do evento, viu? As ruas são todas bem sinalizadas e, com o mapa em mãos, é fácil se achar. Do contrário, é fácil se perder. Dei voltas e voltas e parava na frente do mesmo stand. Muitas pessoas e crianças correndo para todos os lados, entupindo corredores e gritando coisas de adolescentes podem te deixar levemente irritado, mas basta ter paciência e saber para onde ir e como chegar e assim evitar o stress. E, claro, entrar em um stand qualquer para conhecer novas editoras ou conferir títulos diferentes é uma opção maravilhosa para quem está no meio de uma feira de livros. Se cansar de andar, basta se enfiar em algum banco ou no próprio ponto de encontro para sentar, conversar e descansar – um local amplo, bem sinalizado e ótimo para, como o próprio nome diz, marcar de encontrar da galera.

A única coisa que fiquei triste foi de realmente não ter me programado devidamente. A programação cultural estava cheia de coisas bacanas, com pelo menos uma coisa legal para se ver a cada dia. Tinham apresentações, sessões de culinária ao vivo, sessões de autógrafo por todos os lados, encontros com autores ou fãs e até uns mini cursos que estavam rolando por ali. Ai, seu eu tivesse me programado… Só depois vi que também poderia ter pego credencial pro blog e acompanhado todos os dias com algumas vantagens aqui e ali. Ai, que mancada.

Por outro lado, como disse lá em cima, ir na bienal me ajudou a desmistificá-la. Sempre pensei que seria algo mágico e tudo mais… Mas por fim, era uma feira como qualquer outra. O passeio seria legal porque eu me prepararia para ele e então poderia aproveitá-lo ao extremo; ou, como foi o meu caso, porque estava com uma boa companhia e estávamos relaxados, brincando e se divertindo com tudo. É uma ação conjunta, pois, no fundo, é só uma feira. Pode ser A feira, mas para isso depende de você. Sei que isso é uma percepção bem óbvia, no entanto ela só ficou clara para mim lá na hora.

Do contrário, os preços nem estavam tão baixos assim (já peguei umas promoções bem melhores pela internet) e o furor adolescente, apesar de ótimo por envolver a leitura etc., também irritou um pouco. Sem querer ser chata, mas peguei um autor tendo que falar mais alto porque umas crianças entraram na roda de debate sem saber e começaram a causar nos banquinhos sem ter respeito com a fala do cara. Isso me deixou meio mal, mas sei que poderia acontecer em qualquer ambiente… - outra hora eu volto para novamente defender minha opinião do quanto acho importante e legal das crianças e adolescentes serem o que são hoje com a literatura, por ora, quero ficar um pouco “de mal”.

Me controlei e não comprei nenhum livro, porém não saí de mãos abanando. No meio da feira fomos abordados por uma televisão evangélica para darmos entrevista (“Você acredita em profecia?“), vimos (mais uma vez!) o Jack Sparrow e por fim fomos abordados no stand da Abril. E eles estavam com uma promoção tão bacana pra Bienal que saí com a assinatura de duas revistas. Ai, me ganharam. O que me consola é que sempre quis assinar revistas supimpas, paguei um preço bem legal e ainda ganhei mais duas assinaturas digitais que dei pro meu irmão e pro meu namorado, então não foi só mais uma pegadinha de marketing.

No fim, adorei ter ido, mesmo que só por 3 horinhas. Acordei ansiosa e pulando na cama igual criança: “Acorda, acorda, a gente tem que ir na Bienaaaal!”; e fui dormir pensando no que tinha que escrever aqui, depois de um passeio muito agradável, agradecendo meu namorado por me aguentar folheando livros enquanto ele buscava os brindes de cada stand.

Já vou começar a me programar pra próxima. :)

Com carinho,

A.

 

 

Bookshelf cleaning

19 ago

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Assim que voltei para São Carlos, tirei duas semanas de férias. Uma delas usei para descansar e a outra só para arrumar minha vida.

A limpeza começou pelo meu quarto. Como morei fora por 6 meses, sentia que precisava me desfazer de cacarecos e sentimentos antigos para dar lugar às novas experiências, reflexões e projetos. Considerando meus hábitos de organização, também não ia conseguir viver aqui que nem antes se ele não fosse colocado em ordem… Parecia que uma capivara, no cio, tinha passado por ele ao tentar fugir de um pinguim voador com uma coroa ameaçadoramente em chamas (e não estou exagerando, tinha bagunça escondida em todo canto). Não me orgulho nem um pouco dessa situação, ok? Pelo contrário. E no final consegui arrumar um lugar para alguns dos projetos de restauração que tinha feito (mostrei eles nesse post) e estavam espalhados pela casa esperando para se fixar.

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Bom, mas como o nome do post sugere, não vim falar profundamente da importância dessas faxinas e do desapego e blablablá. Vim falar uma coisa bem mais. Nessa minha nóia de arrumar a vida, decidi finalmente tirar uma tarde para limpar todo os cantinhos da minha estante de livros.

Não sei se já comentei por aqui, mas já faz um tempo que meus pais acataram a ideia de centralizar todos os livros da casa em um único lugar. Bem, não é uma grandiosidade, mas estou bem feliz com o espaço, por enquanto – já houveram deveras crises de “aimeudeus acabou o espaço… de novo!!” e logo teremos que aumentar o espaço ou desapegar dos livros antigos (lê-se os dos meus pais), não vai ter jeito.

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Como tive que retirar todos os livros da estante, resolvi brincar um pouco, resolvi tirar algumas fotos e fazer um stop motion. E essa, meus queridos, é a verdadeira razão desse post existir.

Simplório, mas uma boa experiência. Os atenciosos podem perceber que estava uma agradável tarde de inverno, com o sol se pondo e iluminando de modos diferentes a sala. Eles também podem supor que tive uma tarde agradável, e não será mentira. :)

Com carinho,

A.

Um Homem de Sorte (N. Sparks)

15 ago

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Não canso de falar, sempre que recomendo um livro do Nicholas Sparks, dos elementos fundamentais nas suas histórias: pequenas cidades onde todos se conhecem; algum lugar com praia, rio ou lago; romances que tem seu ápice em grandes revelações ou acontecimentos; trajetórias de vidas dos personagens bem construídas, onde o passado é quase sempre marcado por dores ou feridas emocionais. Não tem jeito, sempre tem algum ou vários desses elementos combinados, chega até a ser previsível. No entanto, tudo isso não me dá argumentos para não ler e continuar investindo em seus livros – e se isso não é argumento para declarar que, de fato, estamos lidando com um bom autor, então temo que teremos para apelar para os números. O queridinho norte americano já publicou 19 livros, sendo que 9 deles já viraram filmes.

Um Homem de Sorte foi um presente de aniversário. Como disse, sempre que posso mantenho um ou outro título do Sparks na prateleira para quando precisar de um romance que me prenda, me faça ansiar pelos momentos de sentar pra ler e que dê um novo personagem para eu me apaixonar, brigar e chorar. Sabem como é, as vezes buscamos nos livros sentimentos que satisfaçam nossas emoções conflitantes. Esse livro cumpriu seu papel.

A história envolve uma fotografia, destino, perseverança, esperança e um cachorro lindo  – eu sei que dentre tantos aspectos interessantes sobre o livro, o cachorro em si não é um dos mais importantes, mas… pra mim foi. Zeus é o nome do pastor alemão, adestrado pelo próprio Thibault desde seus primeiros meses de idade, que cumpre um papel interessante na história, servindo de elo entre algumas relações e como um ponto chave em certas situações. Acredito que tenha sido um personagem criado com bastante carinho pelo Sparks, pois exaltou a sabedoria, o respeito e a lealdade que os cachorros tem com seus donos.

Outro aspecto que o Sparks sempre ressalta em seus livros é o destino, o caminho pré-determinado, o encontro da sua alma gêmea e todos esses sonhos que circundam as mentes de jovens alegres e sorridentes, como eu. Li algumas entrevistas do autor e ele defende bravamente a bandeira dos romances à moda antiga, onde a superação dos obstáculos fortalece o amor.

Porém, mesmo com tanta qualidade, dei uma nota “regular” no Skoob. Não me levem a mal, eu gostei do livro,m só acho que às vezes Sparks exagera no drama da ação, fazendo-a fugir um pouco da realidade. Sei que busco a fuga da realidade, que essa é uma história fictícia e tudo mais, mas preferia que certas situações não fossem forçadas, queria que ele me convencesse que aquilo poderia acontecer comigo um dia desses. Não sei se fui clara, mas minha única crítica é essa: exagero.

No final, ainda recomendo. Sabem como é sempre bom ter uma história dessas por perto, não?

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Título: Um Homem de Sorte
Autora: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 349

Preço médio: R$ 13,00 – R$ 29,90

Skoob: nota 2/5

Com carinho,

A.

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