DIY: Reciclando móveis

21 abr

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Criei gosto pela coisa. Ultimamente estamos sendo conhecidos como a “família da madeira” ou qualquer coisa que evoque que andamos reformando e construindo coisas. E não é mentira, criamos uma mini-oficina que funciona como parque de diversões para quem tem sede de tinta, lixa e

Hoje quero mostrar algumas das coisas amarelas nas quais andamos aproveitando a tinta daquela estante de caixas. Quem sabe tudo isso não vira uma decoração temática na minha própria casa? Isso vai demorar um pouco, então, enquanto isso…

Tchã-nã!

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Tanto o gaveteiro quanto a cadeira nós achamos no lixo. O gaveteiro achei perto de onde trabalho, estava cheio de mofo, sujo e bem mal cuidado. Eu lavei, deixei bastante no sol e coloquei no porta-malas para trazê-lo à São Carlos. Deixamos ele aqui intacto por um tempo, até que me pai o levou no carpinteiro para serrar a última gaveta (não íamos conseguir salvá-la, como disse, ele estava com mofo e parecia ter ficado muito tempo em algum lugar que molhava) e trocar o tampo de cima. Ele fez de um dia pro outro e cobrou barato até (R$20,00). Feito isso, faltava pintar. Eu queria fazer as gavetas em tons degradê, tal como vi algumas referências no pinterest, mas confesso que não ficou nada degradê. Por fim a loja em que fui não tinha 4 tons que culminassem no amarelo gema, que era o que eu queria para última gaveta, então peguei os mais próximos. Não ficou do jeito que eu queria, mas ficou charmoso até. E vai combinar com minha estante de caixas anyway.

A cadeira foi um caso do acaso. Meu pai pediu hoje a tarde para eu pintá-la de amarelo, pois já temos uma outra cadeira que achamos por aí e que está pintada de azul. Quem sabe assim não conseguimos formar um conjunto de mesa + cadeiras à la Friends? Vou ser um tico mais feliz se isso acontecer, haha.

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Por fim, uma coisinha que fiz para simplificar minha vida: uma caixa para guardar a câmera e suas lentes. Não tomem por base esse modo de guardar a câmera e não me julguem, pois sei que ele não é o modo mais seguro, nem mais eficaz de guardar a câmera. Repito: é apenas para deixar a câmera à mão. Gosto de tirar fotos todos os dias e ter a câmera pronta para qualquer “cena fotografável” que aparecer – seja ela uma reunião de pessoas, um arco-íris ou um sorvete derretendo. Logo, preciso que ela esteja sempre montada e com tudo fácil de preparar. Para tal, deixo essa caixa dentro do armário. Do contrário, guardo-a bonitinha em sua case, em lugar arejado e limpo. Juro. Não ficou fofa? Observem as almofadas para manter os equipamentos protegidos e aquecidos.

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Aiai, adoro criar, invetar, reciclar…

Com carinho,

A.

 

 

5 on 5: Quotes

5 abr

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Dias desses estava lendo um livro onde o personagem entra em um antigo quarto e perde mais de meia hora olhando uma das paredes. Nela, os antigos moradores escreveram várias colunas de citações. Um labirinto de palavras, onde “… para ler as citações de cima para baixo, coluna por coluna, era como caminhar através de um posto de emergência criado em uma área de inundação, onde, por exemplo, Pascal tinha sido deitado com Emily Dickson, e onde, como modo de dizer, as escovas de dente de Tomás de Kempis e Baudelaire estavam penduradas lado a lado” (SALINGER, J. D. Franny and Zooey, Little, Brown and Company, 1991 – tradução livre).

Ultimamente, me perco nos quotes do Pinterest de forma bem parecida com a descrição da cena acima. Não me importa com o tema, o autor ou a intensidade das palavras. Elas só servem de espelho, uma forma de dirigir a luz, pois apontam para mim e procuram o lado escuro para indicar o reflexo da luz. Eles servem como guia de pensamento e sentimento, servem pra acalmar, ressaltar, inspirar e fazer sentir. E foi então, por acreditar nessa força das palavras, que me tornei dessas pessoas que criam frases de efeito, escrevem citações na agenda para começar a semana (ou apagar coisas ruins dos dias anteriores) e que escrevem no espelho do banheiro depois do banho (e ainda fico brava se a outra pessoa que usou o banheiro não percebeu minhas palavras de sabedoria/entretenimento). Por viver nessa vibe de quotes que sugeri às meninas fazermos deste o tema do nosso 5 on 5. E cá estamos.

A minha ideia foi tirar fotos e criar peças de quote, ou ter um quote e caçar uma foto que o podia ilustrar. Mas não cheguei lá. Minha semana foi corrida e infelizmente não tive tempo o suficiente para me dedicar à isso tal como queria. Mesmo assim, apresento alguns quotes que consegui montar.

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Poema “Hamatreya” de Ralph Waldo Emerson. O poema completo é: “Earth laughs in flowers, to see her boastful boys / Earth-proud, proud of the earth which is not theirs; / Who steer the plough but cannot steer their feet / Clear of the grave.”

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O Rappa – Auto-reverse

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John Mayer – Heartbreak Warfare

O outro tema sugerido era fotografar coisas importantes para nós… Isso me fez pensar mais uma vez na importância das palavras. Porque se uma citação faz sentido para nós, é porque algo aí é importante, não? Então, fica a dica: Pensem bem nas palavras que lhe fariam bem, vejam citações com os olhos que não os da pressa e nunca acreditem fielmente no autor descrito – busquem, pesquisem e divulguem o autor, a obra e até a página correta, se possível. O mundo das citações agradece. Assim como nós, jovens leitores que se encantam por simples passagens.

Que tal vermos quais palavras de amor as meninas escolheram?

Aninha ♥ Mércia ♥ Mirelle ♥ Grazielle

Com carinho,

A.

Vaclav & Lena (H. Tanner)

18 mar
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“Vaclav pensa em como, às vezes, quando está frio lá fora, você pode se sentir aquecido porque há pessoas ou lembranças de pessoas que o aquecem como uma fogueira, ou fazem você se sentir como um esquimó que não se incomoda muito com o frio extremo, mesmo que você sinta um frio extremo. Outras vezes você pode sentir que tudo no mundo inteiro está frio por certo motivo, e que está frio só pra você, e você vê todas as outras pessoas como um fogo para aquecê-las, e você tem a sensação de que vai sentir frio pra sempre. Às vezes a gente pode sentir um frio assim até no verão.” (TANNER, 2012, pág. 40).

Vaclav & Lena fala de coisas simples que podem ser interpretadas com a profundidade que você queria dar ao mergulho. Vide parágrafo acima: pode ser interpretado como a fala sem conexão e rápida de uma criança querendo explicar algo importante, pode ser simplesmente um exemplo metafórico do amor, ou ainda mostrar como a solidão e a saudade podem prejudicar até mesmo épocas mágicas como o verão. Fiz coro ao exagero, no entanto senti de verdade um pouquinho de cada sentimento. E pelas resenhas que li por aí, isso foi um fato que pode descrever o livro – ele permite interpretações variadas. A minha vai para um lado um pouco mais realista.

A estreia de Haley foi bem bacana. Eu compraria outros livros da autora para acompanhar sua evolução – porque tenho certeza de que ela irá melhorar; vejo coisas à melhorar na narração da história, na escrita e na descrição dos contextos e personagens, nada demais, mas detalhes aqui e ali que faltaram. No geral, ela me cativou por uma característica em particular: descrever situações com palavras simples e impactantes,  metáforas como a citada acima, que parecem não mostrar nada e, ao mesmo tempo, te mostram um buraco de significados implícitos. Gostei muito desse estilo dela escrever.

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Também é interessante ressaltar que o livro trata de assuntos sérios como abuso, o abandono e a perda. Apesar de não estarem aprofundados, estes temas contextualizam o romance e dão margem para discussão. Não sei se o considero um livro de para crianças, mas de fato o considero importante para adolescentes abrirem a cabeça para alguns assuntos. Acabei lendo outro livro em seguida deste, que abordava com maior profundidade estes temas, e o modo como os adultos guardam e lidam com traumas parecidos que sofreram na infância, me fizeram lembrar da trama do Vaclav e da Lena. Foi então que percebi como são parecidos os caminhos que as mentes percorreram, mesmo em personagens estranhos de tramas completamente diferentes. Conexões com a vida real não faltam.

O livro é separado em quatro partes: “Juntos”,  “Separados: Vaclav”, “Separados: Lena” e “Juntos outra vez”. Na primeira parte vemos um romance de crianças criativas com o sonho de estrelar um show de mágica. Sim, um mágico famoso e sua bela assistente treinam desde cedo e no meio dos treinos tropeçam nas suas primeiras problemáticas na escola e na família. Acompanhamos o crescimento de ambos nas suas respectivas perspectivas e acabamos encontrando-os já esbeltos adolescentes que buscam resolver os mistério das suas vidas na última parte.

Foi por meio dessa descoberta eu passei a entender com maior profundidade algumas realidades que desconhecia, foi por isso que dei atenção especial ao livro e considero sua história de grande motivação. Eu sei que enxergo beleza nos mais sutis detalhes, mas de fato repensei alguns julgamentos que já fiz por aí. Adoro quebrar barreiras na minha própria cabeça, por isso dei 4 estrelas pro livro. Só não estendo a minha interpretação aqui porque não quero deixar spoiler e tampouco conduzir a interpretação de vocês. Então leiam e, depois, quem sabe, podemos sentar para discutirmos a história? ;)

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# 2014: 6º

Título: Vaclav & Lena
Autora: Haley Tanner
Editora: Intrínseca
Páginas: 272

Skoob: nota 4/5

Com carinho,

A.

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