Arquivo | Fotografia RSS feed for this section

Instagram

10 ago

IMG_0469 edited

No mundo moderno da correria constante, fui pega na cilada da ação justificada pelo exibicionismo. Só que não tive escolha, me peguei não produzindo fotos. Vocês não sabem como é estranho simplesmente não tirar a câmera do armário, ou fazê-lo apenas para fotos chatas de produtos no trabalho. Então sucumbi ao Instagram.

Não estou falando mal, pelo contrário! É que sou dessas pessoas quadradas que tentam ser redondas e acabam virando hexágonos (eu até consigo rodar a roda da vida, mas vou por etapas – basta imaginar uma roda em forma de hexágono). Instalei e viciei no Instagram no mesmo dia, fiz até aquele mimimi digno de app novo (abrir de tempo em tempo, mapear todos que tem, fuçar na vida da galera…).

Foi então que quis juntar uma coisa na outra: fazer fotos e agitar o Instagram. Daí surgiu mais um projeto “365 days”. Agora com as lentes do celular entrando na jogada. Vou te falar… Tem sido divertido.

page

Me segue lá: @_aninhapalombo.

Quem sabe assim não nos vemos com mais frequência? ;)

Até,

A.

What’s in my bag

8 mar

IMG_5320 edited

Again. Adoro esse estilo de foto, simples assim. Acho que elas dizem bastante sobre nós – ainda mais quando se trata de nós, mulheres. Esses seres misteriosos que carregam pequenos buracos negros fantasiados com panos diversos.

Vocês podem pensar que isso é algo relativo, que a maioria das bolsas vai ser mais ou menos igual… nope. Cada um com seu jeito, com suas coisas e necessidades. Vejam bem, quando era criança, achava super importante carregar um mapa do bairro (que eu mesma tinha feito) que não servia para nada, só me fazia sentir preparada. Aliás, eu sou uma das pessoas que já sucumbiu à vontade de carregar uma toalha na bolsa (uma pequenina dentro da necessaire), graças ao Mochileiro das Galáxias.  E surpreendam-se: ela me foi útil não só como toalha-oportuna pós chuva e escovação dos dentes em lugares públicos, como também servindo de travesseiro em viagens. Não subestimem as coisas que levamos na bolsa. Estejam preparados assim como eu.

IMG_5320 edited 2

Vamos pensar o que essas coisas podem dizer sobre mim.

1. Não sou muito ligada à maquiagem. Um batom e um espelho que levo na necessaire são suficientes para dar um up quando necessário. E na verdade uso o batom mais para hidratar os lábios que por sua função real…

2. Sou dessas que precisa anotar tudo e qualquer coisa. Faço listas para qualquer evento. E não me contento se não ver um “CHECK!”.

3. Sempre tenho uma garrafinha de água. Pequena. Sou fissurada nessas garrafinhas de 310 ml ou menos. E são reutilizadas, porque são mais leves e não vou me entristecer se esquecê-las por aí. O que pode acontecer com qualquer uma. Além do mais, acho ótimo evitar de comprar bebidas em cinemas, passeios e refeições rápidas.

4. Livros na bolsa andam protegidos por capas de feltro. Que eu mesma fiz, by the way (DIY aqui!).

5. Gosto de carregar essa pasta para todo lado porque quando pego algum papel que preciso guardar na bolsa, o coloco na pasta. Ela é flexível, mas o segredo para ela não dobrar é uma capa dura de caderno, deixo-a no fundo da pasta, assim ela sempre fica firme e os papéis não amassam.

6. Gosto de bolsas grandes e que são fáceis de carregar. Nada dessas bolsas que nem passam seu braço pela alça direito. Eca.

7. Remédio para dor de cabeça é uma coisa que alguém irá te pedir eventualmente. Mantenha alguns na bolsa. Assim como lenços de papel e absorventes.

8. Chicletes nunca são uma má ideia. Ou balinhas de menta.

9. Celular não está na foto porque esqueci, não pensem que já consegui me livrar dessa tecnologia.

10. Sou previsível (mesmo tentando arduamente ser a pessoa mais misteriosa do mundo, igual Jack Sparrow – meu personagem da Disney favorito) e dou informações desnecessárias entre assuntos não correlatos. Se usei um “again” no começo do post, significa que já fiz uma foto assim com post comentando: aqui!

Uau, quanta informação em uma foto só! Se quiserem espiar mais algumas bolsas por aí, tem alguns grupos do Flickr só com fotos nesse estilo, como o What’s In Your Bag? – National Museums Scotland. Bacana, né?

Com carinho,

A.

365 Days to Click

24 jan

[24-365D] I'm redy

Com esforço, tropeços e atrasos, meus 365 dias de auto-retrato chegaram ao fim. Bye bye, 365 Days to Click.

Quem já pensou em criar um Flickr já deve ter visto por aí esse projeto, ele é bem explorado por lá, mas acredito que com o Instagram e boom dos selfies no último ano a coisa tenha mudado um pouco, não sei… Enfim. O meu projeto consiste em tirar um auto-retrato por dia. Simples assim. A magia acontece no processo. Comecei meu 365 Days em setembro de 2012, com 3 meses de Margot (a câmera). Foi a melhor coisa que fiz até hoje nessa área.

Tirar auto-retrato é uma coisa bem difícil. Ao mesmo tempo que fica mais fácil passar a mensagem que você quer (sem ter que dirigir um modelo para tal), toda a coisa de ajustar a máquina, o timer e fazer a pose é uma coisa um pouco complicada no início. Depois, como tudo na vida, a prática aperfeiçoa. Porém, o que gostaria de ressaltar como o maior benefício do projeto é: ultrapassar seus limites. Eu não queria upar qualquer foto, uma foto simples, sem graça. Então, todo dia matutava e pensava em meios de fazer a foto ficar bonita, atrativa, algo que me desafiasse. E o resultado? No fim, gostei bastante. Aprendi muito nesse processo (e não porque ele foi exageradamente prolongado) desde a lidar melhor com a máquina até técnicas de luz e pose. Me conheci melhor, também. Me desinibi – não se enganem, não virei modelo, se alguém aponta uma máquina para mim ainda não sei o que fazer, :/. Teve até uma época em que só ligava a câmera para apontá-la para mim, fiquei viciada. Tive fases e vícios criativos, aprendi a fotografar a alegria e a tristeza, aprendi que uma foto vale mais que 7, tremi de medo quando queria tirar foto de cima, mas o tripé não era alto o suficiente e tinha que apoiá-lo em mesas e estantes. Foi divertido. Demorado, mas divertido.

Hoje, quando alguém pergunta sobre câmeras e comenta que quer aprender a fotografar, falo desse projeto. Acho legal ser um compromisso com você mesmo. Algo para você, um aprendizado guiado pelo seu próprio interesse, sua vontade e determinação. Vejam bem, por isso disse “ultrapassar os próprios limites”. Cada um tem o seu e saber lidar com ele é uma coisa bacana. Quer dizer, os meus já se formaram novamente… Está na hora de expandir horizontes, está na hora de um novo projeto. Alguém indica algo novo? :)

Quem quiser ver o meu projeto completo, só passear lá no álbum do Flickr: 365 Days to Click. Go go go!

Com carinho,

A.