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Palombina

12 abr

www.palombina.com.br

O blog resolveu trocar de identidade.
Tem novo nome e endereço, mas a personalidade é a mesma tá? Continuamos falando sobre livros de todo o jeito! ;)

Quanto tempo se espera por alguém?

20 nov

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Eu te esperei. Esperei sua resposta, sua vontade ou qualquer indício de que aquela noite tinha sido especial pra você também. E quando você não me respondeu mais, não me ligou, nem perguntou de mim… eu desisti. Sua trouxa, isso é pra aprender a ser mais sensata, não se apaixonar tão facilmente e não se envolver. Agora sai do conto de fadas e volta pra realidade.

Sabe, há um tênue limite entre se jogar no desconhecido e virar as costas e correr. As vantagens de se jogar você não tem como mensurar: é impulso, é vontade, é pular sorrindo, sentir a queda e lidar com as consequências depois. Quando você corre… o que sobra, além do que você já tem, é a ideia d0 que você poderia ter tido – o que não é muito mais legal. Quando você finalmente se sente segura, recupera o fôlego e olha de longe pro lugar onde estava… só então se consola com as coisas horríveis que poderiam ter acontecido: eu poderia ter me envolvido, vivido os altos e baixos de cada mensagem não respondida, surtar toda vez que você me chamasse, lidar com cada toque, beijo e sentimento que viesse. Eu poderia sentir tanta coisa! Como lidar com todo esse fluxo de sentimentos junto com o trabalho, a minha vida e o meu cachorro? Será que seria bom? Será que era o que eu precisava?

No momento, acho que não era o que eu precisava. Eu tentei te chamar pra sair, forcei um café, um lanche ou uma bebida e só obtive ‘não’ como resposta. Cansei e bem sei que te mandei uma mensagem falando exatamente isso: “tentei, cansei de tentar e desisti”. Até hoje eu pensei que tinha simplesmente desistido. Porém, olhando pra trás, percebi que não foi uma desistência… Eu fugi. Fugi no último momento, corri de volta pro meu mundo, onde eu conseguiria manter o orgulho e não precisaria ir atrás de alguém. Veja bem, eu estava aprendendo a gostar de mim, a viver comigo, a ser completa sozinha e fazer todo o processo de reconhecer um eu que se perdeu no meio do próprio caminho. Como podia me permitir buscar a felicidade no outro? Era um momento meu. Então usei toda a minha habilidade de ser chata e dura nas minhas decisões: Fiz força pra deixar tudo como uma feliz lembrança. Como naqueles filmes que você vive uma experiência linda e depois volta nela pra recordar com sorriso no rosto, um chá na mão e um livro esquecido no colo? Assim. Ia ser uma feliz lembrança. Ponto.

Mas eu não esperava que você iria reaparecer. Não pensei que ia te encontrar numa festa qualquer, sem preparação, sem encenação e sem espaço pra correr. Foi muito rápido, quando me dei conta você já estava na minha frente, recusando a bebida que eu oferecia. E sinceramente? Naquele momento não pensei em fugir. Não pensei em como agir, não pensei no que falar e não sei nem se consegui absorver direito a cor da blusa que você usava. Foi sem pensar que refleti seu sorriso, segui seus olhos e me encaixei nos seus braços prontos para me abraçar.

Afinal, acho que foi você que me esperou. Obrigada pela paciência.

 

Bookshelf cleaning

19 ago

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Assim que voltei para São Carlos, tirei duas semanas de férias. Uma delas usei para descansar e a outra só para arrumar minha vida.

A limpeza começou pelo meu quarto. Como morei fora por 6 meses, sentia que precisava me desfazer de cacarecos e sentimentos antigos para dar lugar às novas experiências, reflexões e projetos. Considerando meus hábitos de organização, também não ia conseguir viver aqui que nem antes se ele não fosse colocado em ordem… Parecia que uma capivara, no cio, tinha passado por ele ao tentar fugir de um pinguim voador com uma coroa ameaçadoramente em chamas (e não estou exagerando, tinha bagunça escondida em todo canto). Não me orgulho nem um pouco dessa situação, ok? Pelo contrário. E no final consegui arrumar um lugar para alguns dos projetos de restauração que tinha feito (mostrei eles nesse post) e estavam espalhados pela casa esperando para se fixar.

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Bom, mas como o nome do post sugere, não vim falar profundamente da importância dessas faxinas e do desapego e blablablá. Vim falar uma coisa bem mais. Nessa minha nóia de arrumar a vida, decidi finalmente tirar uma tarde para limpar todo os cantinhos da minha estante de livros.

Não sei se já comentei por aqui, mas já faz um tempo que meus pais acataram a ideia de centralizar todos os livros da casa em um único lugar. Bem, não é uma grandiosidade, mas estou bem feliz com o espaço, por enquanto – já houveram deveras crises de “aimeudeus acabou o espaço… de novo!!” e logo teremos que aumentar o espaço ou desapegar dos livros antigos (lê-se os dos meus pais), não vai ter jeito.

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Como tive que retirar todos os livros da estante, resolvi brincar um pouco, resolvi tirar algumas fotos e fazer um stop motion. E essa, meus queridos, é a verdadeira razão desse post existir.

Simplório, mas uma boa experiência. Os atenciosos podem perceber que estava uma agradável tarde de inverno, com o sol se pondo e iluminando de modos diferentes a sala. Eles também podem supor que tive uma tarde agradável, e não será mentira. :)

Com carinho,

A.