Réplica (porque ela também quer contar)

23 set

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“PRIMEIRO DE TUDÃO que eu vou te falar: abrir o bloco de notas do windows pra escrever um post/email/mensagem foi uma das coisas mais nostálgicas desses últimos tempos, sério. Queria que te tivesse um Linkin Park de fundo. VAI TER NA VERDADE.

E você lembra também muuuito lá atrás quando eu falava que algumas vezes no meio do post parecia mais fácil escrever inglês? Tá voltando de novo. É bom quando você percebe que algumas coisas ficam meio que entre você e o tempo, né? Outra coisa que não mudou foi esse meu dom de enrolar sentenças e sentenças e ter que diminuir tudo depois porque é muita enrolação. Enfim, JÁ FAZ UM FCKNG MÊS que eu to aqui. Essa hora a um mês atrás (aí no Brasil, essa hora) a gente tava no onibus pra São Paulo e nossa foi muito ruim de despedidas. Muito. E o vôo e a África. Muito ruim de despedidas. E aí que veio Londres e eu queria grudar a cabeça na janela do ônibus vindo pra Brighton e ver tudo de uma vez, mas as 25 horas de viagem me deram um overload de informação e eu acordei com um inglês beeeem carinha inglesa me olhando como se eu tivesse algum problema.

Nessas 4 semanas até agora aconteceram muitas e muitas e muitas coisas. Eu nem sei o que te contar delas, só que Brighton é um paraisinho. E aquele esquema que eu te falei antes (acho) de ter um pub em cada esquina não é exagero. E inclusive é assim com cafés também. E AAAAH OS CAFÉS. Eram exaaaatamente esses que faltavam aí quando a gente precisava.

Pular de quarto em quarto pelo Airbnb até terça passada não foi muito legal. No começo foi tranquilo porque tudo era meio “férias” e a gente queria conhecer tudo ao mesmo tempo, mas daí as férias tiveram que acabar eventualmente e a falta de ter um lugar realmente seu começou a bater… tava uma loucura. Mas em meio a isso veio LONDON BABY e foi maravilhoso.

Durante o trem, eu só conseguia lembrar de quando a gente tinha 14 anos e eu me imaginava morando no Reino Unido e ficava vendo as ruas pelo Google, os pontos históricos, a história, os pontos turísticos,… como se um dia eu realmente fosse morar no Reino Unido. E nessa hora que eu simplesmente não via nada pela janela e via tudo ao mesmo tempo. Há 10 anos atrás era tudo que eu queria e eu achava que isso era só um resultado da minha obsessão nos Harrys da vida. Bom, acho que não era só pelos Harrys, e eu sou muito sortuda.

Londres é uma loucura. E tem MUITA coisa pra ver/fazer/sentir/tocar/amar. Inclusive a rainha em meios a esses verbos, mas eu não tive essa oportunidade. Ainda.

Depois dos dias de Londres eu comecei a criar uma imagem de lá como se fosse uma amostra do mundo. O inglês é uma ferramenta, como se alguem tivesse clicado em algum lugar e escolhido como língua padrão mas por todos os lados você acaba se deparando com outras configurações, sabe?

E os museus. Caçamos tudo que era de graça em Londres e por todos os céus, a maioria dos museus são. O museu da ciência é absurdamente enlouquecedor. Foi 1 dia e meio pra ver ele inteiro e até agora aparecem algumas imagens na minha cabeça como se eu ainda tivesse pensando nelas.

O Buckingham Palace, o Big Ben, a Abbey Road e a Kings Cross Station me tiraram um pedacinho de alma porque nossa… que sensação. Parece filme. E parece imaginação. E parece que eu tava sentada na frente do computador a 10 anos atrás.

Agora de tudo, desconsiderando meus momentos de fan girl por aí, o mais impressionante foi o museu Churchill War Rooms (que não foi de graça). Esse museu na verdade era o lugar que o Churchill meio que “se escondia” durante a Segunda Guerra enquanto decidia os passos da Inglaterra e enquanto rolava bomba lá fora. Aqui fora. Você sai de lá como se tivesse tomado um soco de história na cara e que provavelmente vai deixar uma cicatriz bem demorada. E te traz umas emoções sabe? E nem sei como explicar o porquê.

Londres foi o ponto definitivo e final das “férias”. Agora já estamos contando dinheiro e eu já to caçando emprego na rua. E literalmente caçando porque já até esqueci em quantos e em quais lugares eu deixei meu curriculo na cara de pau assim, sem ter placa nem nada de “staff wanted” na porta. Isso tem tomado a maior parte do meu tempo porque, apesar de querer qualquer emprego por agora, eu ainda preciso dominar o mundo e por mais que eu não duvide de uma posição tipo garçonete, acho que pra mim não vai ser um lugar que vai alavancar esse meu objetivo. Então além dos part-time, waitress, e coisas do tipo eu tenho ido atrás da física dentro de mim (aplicada no mercado, claro). O bere já tem ficado na Universidade e LÁ É MARAVILHOSO E ME DEU INVEJA DE NÃO ESTUDAR. Entendo total a sua crisa de estudo porque sinto que estou na beira de uma e dessa vez não vai ser legal. Assim, sem dinheiro e sem emprego. Eu achava que o problema era estudar, mas o problema era o lugar, sabe? Não a USP em si, mas é preciso que aconteçam mudanças drásticas de vez em quando. E não to querendo dizer que quero fazer doutorado, mas digo assim, já não me dá ansia em pensar em estudar/defender/pesquisar.

A cerveja é MUITO boa e barata. A carne é cara e os cortes são diferentes. O transporte funciona absurdamente bem e dá vontade de mudar as coisas aí. Aqui você anda na rua a noite sem medo sabe?

E O NATAL TÁ CHEGANDO.

E vou parar por aqui.

Cheers,

Mi.”

A Mi me respondeu o post anterior… Via post. Nós tínhamos essa bela mania de conversar por cartas virtuais anos atrás e quando ela se mudou pra terra da rainha pensei “por que não voltar?”. Seja bem-vinda de volta, Mi. :)

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