Alta fidelidade (N. Hornby)

17 nov

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“Enfim. Dicas de como não planejar sua carreira profissional: a. terminar com a namorada; b. largar a faculdade; c. ir trabalhar numa loja de discos; d. continuar trabalhando em lojas de discos pelo resto da vida.” (HORNBY, N. Alta fidelidade. São Paulo: Companhia das Letras, p. 31, 2013).

O livro é repleto disso aí. Isso o quê?! Listas? Sim. Humor autodepreciativo? Sim. Discos, namoradas e música? Sim, sim e sim, música pop dos anos 80/90. É sério.

Conheci esse livro porque uma vez, não lembro porquê, meu professor de antropologia disse que esse livro era muito bom. Fui atrás (virtualmente, claro) de Hornby e percebi que ele me interessava muito mais do que imaginava. Quis todos os seus livros, isso há uns 4 anos. Desde então, venho reescrevendo seu nome nas wishlists literárias. Até que uns dias atrás, passeando alegremente pela livraria (livraria = alegria) vi o que a Companhia das Letras fez com as edições novas e bonitas de seus livros. Aí já era tentação demais, não me aguentei. Assim como não aguentei esperar para lê-lo, no mesmo dia que ele chegou, já o comecei – há muito tempo não fazia isso.

Foi então que percebi que a citação da capa tem razão, ele é de fato um “clássico imediato”. Não tem como não gostar. Rob é um solteiro de 35 anos que reavalia toda sua vida amorosa após ser deixado pela namorada. E é através de uma revisão incessante e obsessiva do seu passado que ele busca uma reconciliação consigo mesmo, afinal, por que se deixou chegar a esse estado?

Não se iludam, a coisa toda é bem engraçada. É como uma comédia romântica, com uma grande moral no final e uma trilha sonora marcante. E bem marcante. Quer dizer, para mim não foi fácil acompanhar tantas músicas, artistas e afins – não eram exatamente “da minha época”. Claro que fiz uma playlist especial do livro (aqui!), mas ainda assim muitas cenas seriam melhor vivenciadas se eu conhecesse a música X da qual ele falava com tanta paixão.

Moral da história? Repensei tudo. Quis me ver com 35 anos; quis saber se estaria feliz, satisfeita ou gorda; quis me vestir melhor e analisei as músicas que ouvia. Vi que fazer listas é uma coisa completamente normal e que talvez essa minha mania esteja ainda em um nível muito precoce para chamar de loucura. Percebi que não estou sozinha no barco das pessoas que pensam demais, criam teorias e vivem histórias paralelas em seu próprio mundo. Uau, Rob, quem diria que era você quem me ensinaria certas coisas sobre eu mesma, não?

# 2013: 43º

Título: Alta fidelidade
Autor: Nick Hornby
Editora: Cia. das Letras
Páginas:  312

Skoob: nota 5/5

Com carinho,

A.

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3 Respostas to “Alta fidelidade (N. Hornby)”

  1. Danilo Hatori 18 de novembro de 2013 às 8:58 am #

    Hornby!! A prova viva que existe vida inteligente entre os apaixonados por futebol (você leu Fever Pitch, né?)!!!!!

    Preciso reler Alta Fidelidade, com o Youtube do lado!!

    • anapalombo 18 de novembro de 2013 às 12:29 pm #

      Dan-dan, você aquii! Que surpresa boa! Espero que tenha gostado do que viu. =)
      Olha, Alta Fidelidade foi o primeiro hornbyano que li, mas estou louca parra comprar comprar/ler os demais. Tem aquele sobre skate, aquele sobre futebol, aquele da Juliet.. aiai, tantos. Mas seguirei seu conselho indireto e tratarei de ler logo Fever Pitch.
      Obrigada por aparecer e comentar por aqui! :**

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