O Milagre (N. Sparks)

19 set

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O livro parece chato, eu sei. Comprei pelo autor e minha gana em possuir todos seus títulos. A história pouco me interessou quando li o título e aumentou quase nada depois da sinopse. Mais uma história de doença, praia e amor eterno do Sparks? Ahn.. Ok, vai. Sorry, julguei antes de conhecer… mas tudo ficou bem no final, porque adorei o livro.

Queria deixar claro que não tiveram muitas passagens favoritas durante a leitura, mas o contexto da história me ganhou por completo. Isso faz sentido? Vou tentar explicar melhor: eu adorei a cidadezinha onde a história se passa, adorei a personagem de Lexie e o fato de ser bibliotecária por opção e amor. Gosto muito desse clima de pequena cidade e todo o tempo me senti confortável com a maneira que as coisas se desenrolavam, me sentia parte daquilo tudo, quis por dias passar em um concurso para trabalhar em uma cidade tão tranquila quanto aquela (mesmo que ficasse louca uns meses depois). Contrariando minhas expectativas, “O Milagre” foi o livro que li mais rápido dentre as últimas leituras que fiz… E não fui só eu, minha mãe terminou em 2 dias e já elencou-o como um dos seus favoritos do Sparks. Melhor avisar que depois da página 60 fica difícil largar…

A história conta sobre um homem jornalista que busca mistérios para desvendar através de palavras que formam verdades e são publicadas nos jornais e revistas para quem consegue vender. Como um bom freela, achou um caso especial na cidade de Boone Creek, Carolina do Norte, EUA. Essa cidade tem pouquíssimos habitantes, é tão tranquila que apenas dois policiais conseguem se revezar para vigiá-la e, claro, como toda cidade pequena do interior, todos se conhecem. A pequena cidade se destaca ainda por um único fator: ela atrai turistas por possuir luzes estranhamente fantasmagóricas que permeiam o antigo cemitério. Mas Jeremy Marsh, nosso novo jornalista do momento, não se retrai pelo medo e busca nessa viagem se consagrar na televisão com uma bela matéria. Só que Jeremy não tinha ideia do que iria encontrar na poeira da biblioteca de Boone Creek.

Ri e chorei, como em todo livro Sparksiano. E a edição… bem, só me incomodaram três coisas: a tradução do título, que do original “True believer” se tornou “O Milagre”; a capa, porque uma foto de uma rua, um centro de uma cidade, um mapa ou até um farol ficaria melhor so que essas duas pessoas – claro, na minha humilde opinião; o farol, que é tão representativo na história, deixou a página um pouco carregada ao ser representado duas vezes em todo começo de capítulo. Fora isso, recomendo e aposto que vocês vão gostar. Talvez não amar, mas gostar com certeza. ;)

# 2013: 34º

Título:  O Milagre
Autor: Nicholas Sparks
Editora:  Agir
Páginas: 328

Skoob: nota 3/5

Com carinho,

A.

3 Respostas to “O Milagre (N. Sparks)”

  1. regina 20 de setembro de 2013 às 6:29 pm #

    Oi Ana!
    Engraçado que até agora não tinha dado muita “trela” para esse livro. Depois dessa vou já garantir minha nova dosagem de Sparks (vicia, ne?).

    Agora, se você me permite deixar aqui uma indicação de um livro. Pois bem, é De volta para casa (Karen White). Indico porque, como você disse que gosta de histórias de cidadezinhas do interior essa joia que encontrei também lhe arrebatará. rsrsrs
    Resuminho: Conta a história de Casssie, que fugiu de sua cidadezinha Walton, para NY depois que descobriu que sua irmã Harrit e seu namorado estavam tendo um caso e iam se casar. Ou seja, seu ódio a levou para mais longe que ela poderia ir e a se reinventar, mergulhando no trabalho. Porém 15 anos depois, sem contato com ninguém, recebe um ligação da irmã pois seu pai estava a beira da morte e tinha um último pedido, que ela fosse visita-lo.
    É ai que a história começa, o telefonema estava trazendo tudo de volta o que um dia ele jurou esquecer, pois ela saiu jurando nunca mais por os pés la novamente.
    Simples, com uma linguagem singela e franca e não poderia me surpreender menos que positivamente. Aquelas histórias cruas que “jogam” na nossa cara o que o orgulho e o ódio faz conosco.
    O quote que me conquistou: ” Ele disse que tudo bem eu estar perseguindo o final do arco-íris desde que nunca me esquecesse onde ele começava.”

    Desculpe o tamanho do comentário. Adoro seu blog, poste sempre sempre. Por favor.. rsrsrs

    • anapalombo 21 de setembro de 2013 às 4:23 pm #

      Ai, Regina, fiquei tão contente com seu comentário! Não ligo pra extensão, pelo contrário, ganho pontos de felicidade ao me deparar com algo assim. :)
      Duas replys:
      1) Sparks vicia – na mais pura relação de vício, envolvendo o contraste do amor/ódio, adoração/repudia e etc.
      2) AIQUELINDA você me indicando livro! E ainda bem que o fez! Já vi essa capa me provocando aqui e ali e depois dessa indicação já o marquei como desejado no Skoob. Assim que ver por aí não vou pensar duas vezes antes de comprar. Aliás, que quote hein? Uou.
      Obrigada, Regina! =)

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