Anna e o Beijo Francês (S. Perkins)

26 dez

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Eu sempre quis falar de livros por aqui, mas nunca quis fazer “resenhas”. Queria achar um jeito diferente de abordar cada livro que leio de forma especial, não só copiar a sinopse e me conter para falar substancialmente de um livro da forma mais vaga possível (evitando spoilers). Então, além de tantas outras coisas, Anna e o Beijo Francês me mostrou que eu poderia fazer outra caminho no mundo da crítica literária. Vou falar dos meus livros da única forma que sei fazer: por meio das minhas impressões. O que senti com o livro? O que ele me trouxe? E por que ele não sai da minha cabeça?

Na real, acho que minha história com o livro começa um pouco antes de abri-lo. Eu o comprei na Feira do Livro e dentre tantos e tantos títulos, ele me achou. Ana, o livro que te achou? Sim! Além da capa coloridamente atraente, ele tem no nome duas coisas que me pertencem: (1) Bem, me chamo Ana porque minha Vó gostaria que eu tivesse o mesmo nome que ela (Nair Anna) – eu ia chamar só Carolina, mas com o pedido da minha Vó minha mãe mudou de ideia; Ana Carolina, prazer. (2) Tá, eu posso não estar ligando muito para o francês ultimamente, mas eu o estudo regularmente, então ele faz parte da minha vida.

Não sou dessas menininhas loucas por Paris, só que não tem como negar a imensa vontade de conhecê-la, não é? Ainda mais depois dos vários passeios que fazemos por Paris através do Google Maps. Parece estranho, porém meu professor deixa todo o passeio um tanto quanto realista e encantador. E eu posso fingir que não, mas não passo de uma menininha por dentro.

Toda menininha adora Natal. Os bokeh dos pisca-pisca encantando-as. Só que esse Natal foi um tanto… turbulento. Não foi nada do que esperávamos. E esse livro foi minha escolha de companhia para passar a noite no hospital com meu irmão. Espera, não foi tão dramático quanto parece. E ele não tem culpa de me deixar sozinha e dormir o tempo todo, coitado (fico, em parte, até feliz que o tenha feito… ele estava tão cansado!). Enfim, comecei o livro. Em algumas partes a escrita de Perkins me deixou confusa, acho que porque ela termina e recomeça diálogos após o ponto final. Quando me acostumei, tudo fluiu.

E como fluiu. Fazia muito tempo que não lia algo que me envolvesse tanto. Aliás, desde Querido John eu não leio nada em apenas 2 dias. Claro que tempo livre e faculdade não ajudam, mas todos sabem como é ler um romance que meche com você e com a personagem ao mesmo tempo. Sparks tem um dom para escrever romance, ou pelo menos para transcender a essência do seu romance a novos cenários, personagens e contextos. E ele nos envolve até o último capítulo com choro, ansiedade e sorrisos. Perkins não faz diferente (alguém mais viu o pai da Ana como um Sparks-do-mal?). Sua escrita direta e objetiva não perde espaços para devaneios delicados que fazem com que me identifique com Anna. E fique emocionada com as palavras do St. Clair, encantada com o jeito que ele dá de ombros e envergonhada quando toca delicadamente na mecha do cabelo de Anna. Desse jeito, até relevei alguns erros de edição e de tradução (frases que, em português, soavam estranhas e outras faltando vírgulas ou pequenas palavras conectoras).

Li a madrugada inteira, quase. Só parei porque a enfermeira veio medicar meu irmão e perguntou se não ia cochilar. “Claro”, respondi. Eu estava com um pouco de sono, mas Paris estava à mil. Deitei e demorei para dormir, pensando na história. Acordei quatro horas depois com outra enfermeira que trazia chá. Assim que abri os olhos, despertei. Por quê? Porque já tinha dormido o suficiente e precisava saber se Anna ia ou não sair com Dave. Não nos desgrudamos até eu ler a última página.

Na verdade ainda não consigo abrir outro livro, me sinto traindo Perkins. Ok, sei que já tão tenho mais idade para isso. E também sei que isso é babaquice minha, mas não quero tirar o livro da minha cabeceira. O dia todo passei procurando brechas livres para ler uma outra passagem de novo.

Me apaixonei pelo livro. Não sei se era o momento especial de Natal, se estava carente ou se ele só me apresentou uma das imagens fantasiosas de romance que passam pela minha cabeça. Sei apenas que meu lado menininha está dando suspiros prolongados e meu lado leitora racional está contente em suprir essa necessidade de leitura que me fez falta todo esse tempo.

Obrigada, Perkins.

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#2012: 13º

Título: Anna e o Beijo Francês
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288

Mais uma decisão: Toda vez que falar de algum livro por aqui, vou colocar o ano e o número o qual ele preenche na lista de “Livros lidos no ano”. O que acham? Nesse caso (#2012: 13º), foi o 13º livro lido no ano de 2012 (Tá, é pouco. Me deem um desconto, é o último ano da faculdade!).

Com carinho,
A.
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