Família

9 nov

 

Família é um conceito delicado. Independente da teoria, ele se faz verdade apenas na relação que você tem com sua própria família. Podemos defini-la segundo o antropólogo francês Lévi-Strauss, que diz que “a família nasce a partir do momento em que haja casamento, passando portanto a haver cônjuges e filhos nascidos da união destes. Os seus membros, que se mantêm unidos por laços legais, econômicos e religiosos, respeitam uma rede de proibições e privilégios sexuais e encontram-se vinculados por sentimentos psicológicos como o amor, o afeto e o respeito” (Fonte: http://conceito.de/familia).

Minha família obedece a todas essas características e regras. Mas tem certos costumes que, com o passar dos anos, percebi que eram peculiares. Almoçamos juntos todos os dias; reunimos tios, primos e avós todo final de semana; comemoramos juntos todos os aniversários, mesmo que seja “só um bolinho”; os mais jovens conciliam horários das saidinhas com os horários da família e os mais velhos encontram sorrisos por verem todos reunidos. Sei que isso parece nada demais, mas cada vez mais me convenço de que esse modelo que sempre pensei que fosse o comum em todas as casas, não o é.

Há uns anos atrás o auge da problemática familiar se resumia à foto clássica da mãe na cozinha, o pai na TV e o filho trancado no quarto no computador. Em casa, muitas vezes essa é a imagem que tenho quando chego tarde da escola de dança. Só que o mundo é diferente às 23h30 da noite comparado as demais horas do dia. Confesso que desde cedo meus pais e meu irmão tentam abrir-me os olhos para essa coisa bonita que preservamos lutamos pra preservar. Infelizmente, aprendi a dar valor só agora. Nos preocupar uns com os outros, adequarmos nossos horários para conseguirmos nos ver e conversar – mesmo que seja aquela conversa banal escutando o jornal da hora do almoço ou àquela tensa onde o pai reclama da conta do telefone – hoje parece essencial no dia-a-dia. E podem me chamar de mimada ou o que for, não ligo. Sei que tenho algo bem especial em mãos.

Sei bem que, por outro lado… cansa. Você tem vontade de mandar todos pra longe, fugir, mudar de casa, cidade ou mundo. Tudo para não ter que escutar que saiu e deixou sujeira no chão da cozinha. Porém, tenho uma estratégia que começou a dar certo: Trate-os como iguais. Não, não pense que sua mãe vai entender porque você tem que ter duas saias iguais de cor diferente, igual a menina X de num sei qual seriado. Apenas pense que se você fica cansada, estressada e de saco cheio, eles também ficam. Faça um pouco pelos seus pais o que eles fazem por você. Tente parar e escutar só um pouquinho da história mirabolante da sua tia avó, para você vai ser um desperdício de tempo, mas ela vai sentir que ganhou uma ouvinte de carinho. Seu irmão que conta do novo jogo de videogame ou sua irmã que reclama da amiga do trabalho, vão também te escutar quando você precisar desabafar da cabeleireira ridícula que cortou seu cabelo torto.

A reciprocidade é o caminho, o respeito o lema, a harmonia é o objetivo e a felicidade familiar é a consequência. Vai por mim, :).

Para ilustrar o post de hoje, vou mostrar alguns vídeos que fiz em momentos familiares. É sempre tão divertido!

Quem quiser ver mais entra lá no meu canal do Vimeo! ;)

Agora, me digam, como é sua relação com sua família? Comentem!

A.

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2 Respostas to “Família”

  1. Micaelle Morais 9 de novembro de 2012 às 5:41 pm #

    super amei o post Ana!

    • anapalombo 9 de novembro de 2012 às 5:44 pm #

      Que bom, Mika! :)

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